Este espaço é dedicado aos estudantes que me dão o prazer de estar comigo nesta grande aventura que é o estudo da língua materna.
"Que é que eu posso escrever? Como recomeçar a anotar frases? A palavra é o meu meio de comunicação. Eu só poderia amá-la. Eu jogo com elas como se lançam dados: acaso e fatalidade. A palavra é tão forte que atravessa a barreira do som. Cada palavra é uma ideia. Cada palavra materializa o espírito. Quanto mais palavras eu conheço, mais sou capaz de pensar o meu sentimento."
Clarice Lispector, Sobre a escrita...
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
sábado, 1 de novembro de 2014
7ª série C
Conjunções
Conjunções 1
Conjunções 2
Conjunções 3
Orações Coordenadas
Orações coordenadas 1
Orações coordenadas 2
Orações coordenadas 3
domingo, 21 de setembro de 2014
Gabarito do ditado
O que será (À flor da pele)
Chico Buarque
O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita
O que será que será
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os ungüentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
E nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os ungüentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
E nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite
O que será que me dá
Que me queima por dentro, será que será
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os tremores me vêm agitar
Que todos os ardores me vem atiçar
Que todos os suores me vêm encharcar
E todos os meus nervos estão a rogar
E todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz implorar
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo
Que me queima por dentro, será que será
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os tremores me vêm agitar
Que todos os ardores me vem atiçar
Que todos os suores me vêm encharcar
E todos os meus nervos estão a rogar
E todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz implorar
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo
Confira vídeo original da música.
domingo, 7 de setembro de 2014
7ª Série C - Avaliação 11-09-2014
Conteúdos da prova
- Vozes verbais
- Agente da passiva
- Aposto
- Vocativo
- Interpretação de texto
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
domingo, 10 de agosto de 2014
1º ano C
Texto
Atividades
- A notícia “PCR define 30 dias para novas regras” foi publicada no caderno Cidades. Em que outros cadernos do jornal ela poderia ter sido veiculada? Por quê?
- A quem poderia interessar o fato relatado na notícia? Justifique.
- Copie e complete o quadro ao lado com informações da notícia.
|
QUADRO
– QUESTÃO C
|
|
Quem?
O
quê?
Onde?
Quando?
|
- Uma palavra-chave deve remeter a dados específicos do texto em que está inserida e, ao mesmo tempo, se relacionar a outras informações e contextos. Registre cinco palavras ou expressões da notícia que poderiam servir como palavras-chaves para uma busca sobre o fato relatado por ela.
- Abra a página 324 do seu Livro Didático de Língua Portuguesa, “Ser protagonista”, e observe como, usualmente, se estrutura uma notícia de jornal. Agora identifique, na notícia “PCR define 30 dias para novas regras”, cada uma das partes descritas.
- Qual a relação do título com subtítulo (Linha fina)?
- Qual a relação estabelecida entre o título e o (corpo) do texto?
- O intertítulo fala sobre algo já relatado na notícia? Ou traz algo novo? Destaque um trecho que pode justificar sua resposta.
- Sabemos que a notícia deve ser imparcial e informar o leitor sobre determinado fato. Entretanto, nenhum texto é produzido sem o posicionamento ideológico, político ou de crenças sejam individuais ou orientadas pelo veículo o qual vincula a informação, certo? Dessa forma:
- Destaque algum trecho da notícia o qual não é tão imparcial assim. Justifique.
- O que o uso das aspas pode evidenciar? No caso da notícia “PCR define 30 dias para novas regras”, o que o uso das aspas ocasionou?
domingo, 3 de agosto de 2014
1º ano Comunicação Oral
Observem as posturas, linguagem e slides do autor desta comunicação para organizar seus próprios textos.
quinta-feira, 17 de julho de 2014
7ª série C
Diário de Anne Frank
"Ao longo de todo o tempo em que aqui estive, ansiei inconscientemente e por vezes conscientemente por confiança, amor e afeição física. Este anseio pode variar em intensidade, mas está sempre presente."
"Para mim, as lembranças são mais importantes do que os vestidos."
"Quero amigos, não admiradores. Pessoas que me respeitem pelo caráter e pelo que faço, não pelo sorriso encantador. O círculo ao meu redor seria bem menor, mas não importa, desde que fosse composto por gente sincera."
"O papel tem mais paciência do que as pessoas.""Nunca mais recuarei diante da verdade; pois quanto mais tardamos a dizê-la; mais difícil torna-se aos outros ouvi-la."
"Apesar de tudo eu ainda creio na bondade humana."
Anne Frank
Filme
O que acontecia com os judeus
Mais informações pesquisem sobre a Segunda Guerra Mundial
domingo, 13 de julho de 2014
1º ano
NO CAMINHO, COM MAIAKÓVSKI
Eduardo
Alves da Costa
Assim
como a criança
humildemente
afaga
a
imagem do herói,
assim
me aproximo de ti, Maiakósvki.
Não
importa o que me possa acontecer
por
andar ombro a ombro
com
um poeta soviético.
Lendo
teus versos,
aprendi
a ter coragem.
Tu
sabes,
conheces
melhor do que eu
a
velha história.
Na
primeira noite eles se aproximam
e
roubam uma flor
do
nosso jardim.
E
não dizemos nada.
Na
segunda noite, já não se escondem:
pisam
as flores,
matam
nosso cão,
e
não dizemos nada.
Até
que um dia,
o
mais frágil deles
entra
sozinho e nossa casa,
rouba-nos
a luz e,
conhecendo
nosso medo,
arranca-nos
a voz da garganta.
E
já não podemos dizer nada.
Nos
dias que correm
a
ninguém é dado
repousar
a cabeça
alheia
ao terror.
Os
humildes baixam a cerviz:
e
nós, que não temos pacto algum
com
os senhores do mundo,
por
temor nos calamos.
No
silêncio de meu quarto
a
ousadia me afogueia as faces
e
eu fantasio um levante;
mas
amanhã,
diante
do juiz,
talvez
meus lábios
calem
a verdade
como
um foco de germes
capaz
de me destruir.
Olho
ao redor
e
o que vejo
e
acabo por repetir
são
mentiras.
Mal
sabe a criança dizer mãe
e
a propaganda lhe destrói a consciência.
A
mim, quase me arrastam
pela
gola do paletó
à
porta do templo
e
me pedem que aguarde
até
que a Democracia
se
digne aparecer no balcão.
Mas
eu sei,
porque
não estou amedrontado
a
ponto de cegar, que ela tem uma espada
a
lhe espetar as costelas
e
o riso que nos mostra
é
uma tênue cortina
lançada
sobre os arsenais.
Vamos
ao campo
e
não os vemos ao nosso lado,
no
plantio.
Mas
no tempo da colheita
lá
estão
e
acabam por nos roubar
até
o último grão de trigo.
Dizem-nos
que de nós emana o poder
mas
sempre o temos contra nós.
Dizem-nos
que é preciso
defender
nossos lares,
mas
se nos rebelamos contra a opressão
é
sobre nós que marcham os soldados.
E
por temor eu me calo.
Por
temor, aceito a condição
de
falso democrata
e
rotulo meus gestos
com
a palavra liberdade,
procurando,
num sorriso,
esconder
minha dor
diante
de meus superiores.
Mas
dentro de mim,
com
a potência de um milhão de vozes,
o
coração grita - MENTIRA!
1º ano
Art.
182. A política de desenvolvimento urbano, executada pelo
Poder Público municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em lei,
tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções
sociais da cidade e garantir o bem- estar de seus habitantes.
§
1º - O plano diretor, aprovado pela Câmara Municipal,
obrigatório para cidades com mais de vinte mil habitantes, é o
instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão
urbana.
§
2º - A propriedade urbana cumpre sua função social quando
atende às exigências fundamentais de ordenação da cidade
expressas no plano diretor.
§
3º - As desapropriações de imóveis urbanos serão feitas
com prévia e justa indenização em dinheiro.
§
4º - É facultado ao Poder Público municipal, mediante lei
específica para área incluída no plano diretor, exigir, nos termos
da lei federal, do proprietário do solo urbano não edificado,
subutilizado ou não utilizado, que promova seu adequado
aproveitamento, sob pena, sucessivamente, de:
I -
parcelamento ou edificação compulsórios;
II -
imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana progressivo
no tempo;
III -
desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida pública
de emissão previamente aprovada pelo Senado Federal, com prazo de
resgate de até dez anos, em parcelas anuais, iguais e sucessivas,
assegurados o valor real da indenização e os juros legais.
Direitos Humanos e Estatuto da Cidade
1) Exercício pleno da cidadania: realização de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais, assegurando a dignidade e o bem-estar coletivo dos habitantes da cidade em condições de igualdade e justiça, assim como o pleno respeito à produção social do hábitat.
2) Gestão democrática da cidade. A cidade é uma construção coletiva, com múltiplos atores e processos. Deve ficar garantido o controle e a participação de todas as pessoas que moram na cidade, através de formas diretas e representativas no planejamento e governo das cidades, privilegiando o fortalecimento e a autonomia das administrações públicas locais e das organizações populares.
3) Função social da cidade e da propriedade urbana. Entende-se como prioridade do interesse comum sobre o direito individual de propriedade, o uso socialmente justo e ambientalmente equilibrado do espaço urbano. Todas as cidades têm direito a participar na propriedade do território urbano dentro de parâmetros democráticos, de justiça social e de condições ambientais sustentáveis.
terça-feira, 8 de julho de 2014
domingo, 25 de maio de 2014
Avaliações da 2ª Unidade
Conteúdo:
1º ano
- Interpretação de texto.
- Semântica (sinônimos, antônimos, hipônimos, hiperônimos, homônimos e parônimos)
- Denotação e conotação
- Conceito de Literatura
- Funções da Literatura
2º ano
- Interpretação de texto
- Níveis de Linguagem
- Conceito de erro
- Classes de Palavras
- Substantivo
3º ano
- Interpretação de texto
- Vanguardas Europeias
- Modernismo Português
- Fernando Pessoa
- Pré-Modernismo
- Euclides da Cunha, Monteiro Lobato, Lima Barreto e Augusto dos Anjos
- Semana de Arte Moderna
- 1ª Fase do Modernismo Brasileiro
- Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Antônio de Alcântara Machado e Manuel Bandeira
- Frase, oração e período.
- Sujeito e Predicado
Obs.: as questões serão de múltipla escolha.
1º ano
- Interpretação de texto.
- Semântica (sinônimos, antônimos, hipônimos, hiperônimos, homônimos e parônimos)
- Denotação e conotação
- Conceito de Literatura
- Funções da Literatura
2º ano
- Interpretação de texto
- Níveis de Linguagem
- Conceito de erro
- Classes de Palavras
- Substantivo
3º ano
- Interpretação de texto
- Vanguardas Europeias
- Modernismo Português
- Fernando Pessoa
- Pré-Modernismo
- Euclides da Cunha, Monteiro Lobato, Lima Barreto e Augusto dos Anjos
- Semana de Arte Moderna
- 1ª Fase do Modernismo Brasileiro
- Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Antônio de Alcântara Machado e Manuel Bandeira
- Frase, oração e período.
- Sujeito e Predicado
Obs.: as questões serão de múltipla escolha.
quinta-feira, 22 de maio de 2014
segunda-feira, 19 de maio de 2014
História de PassarinhoLygia Fagundes Telles
Um ano depois os
moradores do bairro ainda se lembravam do homem de cabelo ruivo que
enlouqueceu e sumiu de casa.
Ele era um santo,
disse a mulher abrindo os braços. E as pessoas em redor não
perguntaram nada e nem era preciso, perguntar o que se todos já
sabiam que era um bom homem que de repente abandonou casa, emprego no
cartório,o filho único, tudo. E se mandou Deus sabe para onde.
Só pode ter
enlouquecido, sussurrou a mulher, e as pessoas tinham que se
aproximar inclinando a cabeça para ouvir melhor. Mas de uma coisa
estou certa, tudo começou com aquele passarinho, começou com o
passarinho. Que o homem ruivo não sabia se era um canário ou um
pintassilgo. Ô,
Pai!caçoava o
filho, que raio de passarinho é esse que você foi arrumar?!
O homem ruivo
introduzia o dedo entre as grades da gaiola e ficava acariciando a
cabeça do passarinho que por essa época era um filhote todo
arrepiado, escassa a plumagem de um amarelo-pálido com algumas
peninhas de um cinza-claro.
Não sei, filho,
deve ter caído de algum ninho, peguei ele na rua, não sei que
passarinho é esse.
O menino mascava
chicle. Você não sabe nada mesmo, Pai, nem marca de carro, nem
marca de cigarro, nem marca de passarinho, você não sabe nada.
Em verdade, o homem
ruivo sabia bem poucas coisas. Mas de uma coisa ele estava certo, é
que naquele instante gostaria de estar em qualquer parte do mundo,
mas em qualquer parte mesmo, menos ali. Mais tarde, quando o
passarinho cresceu, o homem ruivo ficou sabendo também o quanto
ambos se pareciam, o passarinho e ele.
Ai!, o canto desse
passarinho, queixava-se a mulher. Você quer mesmo me atormentar,
Velho. O menino esticava os beiços, tentando fazer rodinhas com a
fumaça do cigarro que subia para o teto, Bicho mais chato, Pai,
solta ele.
Antes de sair para o
trabalho, o homem ruivo costumava ficar algum tempo olhando o
passarinho que desatava a cantar, as asas trêmulas ligeiramente
abertas, ora pousando num pé ora noutro e cantando como se não
pudesse parar nunca mais. O homem então enfiava a ponta do dedo
entre as grades, era a despedida e o passarinho, emudecido, vinha
meio encolhido oferecer-lhe a cabeça para a carícia. Enquanto o
homem se afastava, o passarinho se atirava meio às cegas contra as
grades, fugir, fugir. Algumas vezes, o homem assistiu a essas
tentativas que deixavam o passarinho tão cansado, o peito
palpitante, o bico ferido. Eu sei, você quer ir embora, você quer
ir embora mas não pode ir, lá fora é diferente e agora é tarde
demais.
A mulher punha-se
então a falar, e falava uns cinquenta minutos sobre as coisas todas
que quisera ter e que o homem ruivo não lhe dera, não esquecer
aquela viagem para Pocinhos do Rio Verde e o trem prateado descendo
pela noite até o mar. Esse mar que, se não fosse o pai (que Deus o
tenha!), ela jamais teria conhecido, porque em negra hora se casara
com um homem que não prestava para nada, Não sei mesmo onde estava
com a cabeça quando me casei com você, Velho.
Ele continuava com o
livro aberto no peito, gostava muito de ler. Quando a mulher baixava
o tom de voz, ainda furiosa (mas sem saber mais a razão de tanta
fúria), o homem ruivo fechava o livro e ia conversar com o
passarinho que se punha tão manso que se abrisse a portinhola
poderia colhê-lo na palma da mão. Decorridos os cinquenta minutos
das queixas, e como ele não respondia mesmo, ela se calava, exausta.
Puxava-o pela manga, afetuosa, Vai, Velho, o café está esfriando,
nunca pensei que nesta idade avançada eu fosse trabalhar tanto
assim. O homem ia tomar o café. Numa dessas vezes, esqueceu de
fechar a portinhola e quando voltou com o pano preto para cobrir a
gaiola (era noite) a gaiola estava vazia. Ele então sentou-se no
degrau de pedra da escada e ali ficou pela madrugada, fixo na
escuridão. Quando amanheceu, o gato da vizinha desceu o muro,
aproximou-se da escada onde estava o homem ruivo e ficou ali
estirado, a se espreguiçar sonolento de tão feliz. Por entre o pelo
negro do gato desprendeu-se uma pequenina pena amarelo-acinzentada
que o vento delicadamente fez voar. O homem inclinou-se para colher a
pena entre o polegar e o indicador. Mas não disse nada, nem mesmo
quando o menino, que presenciara a cena, desatou a rir, Passarinho
burro! Fugiu e acabou aí, na boca do gato!

Calmamente, sem a menor pressa, o homem ruivo guardou a pena no bolso do casaco e levantou-se com uma expressão tão estranha que o menino parou de rir para ficar olhando. Repetiria depois à Mãe, Mas ele até que parecia contente, Mãe, juro que o Pai parecia contente, juro! A mulher então interrompeu o filho num sussurro, Ele ficou louco.
Quando formou-se a
roda de vizinhos , o menino voltou a contar isso tudo, mas não achou
importante contar aquela coisa que descobriu de repente:o Pai era um
homem alto, nunca tinha reparado antes como ele era alto. Não contou
também que estranhou o andar do Pai, firme e reto, mas por que ele
andava agora desse jeito? E repetiu o que todos já sabiam, que
quando o Pai saiu, deixou o portão aberto e não olhou para trás.
3º ano atividade de 21-05-2014
Textos para análise comparativa
Se chovesse você
Adonay Pereira/Eliana Printes/Eliakin Rufino
Se você fosse lua
Dormiria contigo na praia
Entraria contigo no mar
Choraria o teu minguante
Seguiria o teu crescente
Habitaria teu luar
Dormiria contigo na praia
Entraria contigo no mar
Choraria o teu minguante
Seguiria o teu crescente
Habitaria teu luar
Se você fosse sol
Eu seria girassol
Tua luz seria meu farol
Amaria teu calor
O teu fogo abrasador
Queimaria por amor
Eu seria girassol
Tua luz seria meu farol
Amaria teu calor
O teu fogo abrasador
Queimaria por amor
Se você fosse vento
Queria você todo momento
Pra enrolar meu cabelo
Levantar a minha blusa
Arrancar-me um suspiro
Ser o ar que eu respiro
Queria você todo momento
Pra enrolar meu cabelo
Levantar a minha blusa
Arrancar-me um suspiro
Ser o ar que eu respiro
Se você fosse chuva
Eu me deixava molhar de prazer
Dançava na rua pra ter
Minha roupa bem molhada
Minha alma encharcada
Se chovesse você
Eu me deixava molhar de prazer
Dançava na rua pra ter
Minha roupa bem molhada
Minha alma encharcada
Se chovesse você
domingo, 18 de maio de 2014
3º ano Modernismo Português
Momento Literário
Fernando Pessoa
Textos de Fernando Pessoa
Poema em Linha Reta
Fernando Pessoa
Textos de Fernando Pessoa
| Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, Indesculpavelmente sujo. Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas, Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante, Que tenho sofrido enxovalhos e calado, Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda; Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel, Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes, Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar, Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado Para fora da possibilidade do soco; Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas, Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo. Toda a gente que eu conheço e que fala comigo Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida... Quem me dera ouvir de alguém a voz humana Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia; Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia! Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam. Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil? Ó principes, meus irmãos, Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo? Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra? Poderão as mulheres não os terem amado, Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca! E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído, Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear? Eu, que venho sido vil, literalmente vil, Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Álvaro de Campos
|
1º ano Conceito de Arte e Literatura
Material das aulas
Conceito de arte
Vídeos
Teatro: Ópera de Malandro.
Dança:
Vogue, Madonna
Sapateado
Cinema
Dê uma mão para o planeta
Filme sobre intolerância:
Conceito de Literatura
Gêneros literários
Gêneros literários 2
Gênero Lírico
Conceito e classificação
Verso e Rima
Gênero Épico
Conceito e origens
Narrativo: conceito, elementos e classificações
Gênero Dramático
Conceito e origens
Estrutura
Conceito de arte
Vídeos
Teatro: Ópera de Malandro.
Dança:
Vogue, Madonna
Sapateado
Cinema
Dê uma mão para o planeta
Filme sobre intolerância:
Conceito de Literatura
Gêneros literários
Gêneros literários 2
Gênero Lírico
Conceito e classificação
Verso e Rima
Gênero Épico
Conceito e origens
Narrativo: conceito, elementos e classificações
Gênero Dramático
Conceito e origens
Estrutura
domingo, 11 de maio de 2014
Para o 2º ano
Substantivos:
http://www.portugues.com.br/gramatica/substantivos.html
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf12.php
http://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/substantivo-1-conceito-e-classificacao.htm
http://www.brasilescola.com/gramatica/substantivo.htm
Lista de substantivos coletivos
Para o 1º ano
Para 1º ano:
Parônimos:
Outros links:
Trabalho:
Pesquisar significados e dar exemplos em frases de cada caso abaixo:
a) e / é
b) mas / mais / más
c) a gente / agente
d) mau / mal
e) esta / está
f) há / a
Entrega dia: 16/05/2014
Assinar:
Comentários (Atom)

















