Este espaço é dedicado aos estudantes que me dão o prazer de estar comigo nesta grande aventura que é o estudo da língua materna.
"Que é que eu posso escrever? Como recomeçar a anotar frases? A palavra é o meu meio de comunicação. Eu só poderia amá-la. Eu jogo com elas como se lançam dados: acaso e fatalidade. A palavra é tão forte que atravessa a barreira do som. Cada palavra é uma ideia. Cada palavra materializa o espírito. Quanto mais palavras eu conheço, mais sou capaz de pensar o meu sentimento."
Clarice Lispector, Sobre a escrita...
domingo, 24 de maio de 2015
Bullying
BULLYING
Bullying
é
um termo da língua inglesa (bully = “valentão”) que se refere a
todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas,
intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente e
são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia,
com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a
possibilidade ou capacidade de se defender, sendo realizadas dentro
de uma relação desigual de forças ou poder.
O
bullying
se
divide em duas categorias: a)
bullying
direto,
que é a forma mais comum entre os agressores masculinos e b)
bullying
indireto,
sendo essa a forma mais comum entre mulheres e crianças, tendo como
característica o isolamento social da vítima. Em geral, a vítima
teme o (a) agressor (a) em razão das ameaças ou mesmo a
concretização da violência, física ou sexual, ou a perda dos
meios de subsistência.
O
bullying
é
um problema mundial, podendo ocorrer em praticamente qualquer
contexto no qual as pessoas interajam, tais como escola,
faculdade/universidade, família, mas pode ocorrer também no local
de trabalho e entre vizinhos. Há uma tendência de as escolas não
admitirem a ocorrência do
bullying
entre
seus alunos; ou desconhecem o problema ou se negam a enfrentá-lo.
Esse tipo de agressão geralmente ocorre em áreas onde a presença
ou supervisão de pessoas adultas é mínima ou inexistente. Estão
inclusos no
bullying
os
apelidos pejorativos criados para humilhar os colegas.
As
pessoas que testemunham o bullying, na grande maioria, alunos,
convivem com a violência e se silenciam em razão de temerem se
tornar as “próximas vítimas” do agressor. No espaço escolar,
quando não ocorre uma efetiva intervenção contra o
bullying,
o ambiente fica contaminado e os alunos, sem exceção, são afetados
negativamente, experimentando sentimentos de medo e ansiedade.
As
crianças ou adolescentes que sofrem
bullying
podem
se tornar adultos com sentimentos negativos e baixa autoestima.
Tendem a adquirir sérios problemas de relacionamento, podendo,
inclusive, contrair comportamento agressivo. Em casos extremos, a
vítima poderá tentar ou cometer suicídio.
O(s)
autor(es) das agressões geralmente são pessoas que têm pouca
empatia, pertencentes à famílias desestruturadas, em que o
relacionamento afetivo entre seus membros tende a ser escasso ou
precário. Por outro lado, o alvo dos agressores geralmente são
pessoas pouco sociáveis, com baixa capacidade de reação ou de
fazer cessar os atos prejudiciais contra si e possuem forte
sentimento
de insegurança, o que os impede de solicitar ajuda.
No
Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com alunos de escolas públicas
e particulares revelou que as humilhações típicas do
bullying
são
comuns em alunos da 5ª e 6ª séries. As três cidades brasileiras
com maior incidência dessa prática são: Brasília, Belo Horizonte
e Curitiba.
Os
atos de
bullying
ferem
princípios constitucionais – respeito à dignidade da pessoa
humana – e ferem o Código Civil, que determina que todo ato
ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. O
responsável pelo ato de
bullying
pode
também ser enquadrado no Código de Defesa do Consumidor, tendo em
vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são
responsáveis por atos de
bullying
que
ocorram dentro do estabelecimento de ensino/trabalho.
Orson
Camargo
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP
Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP
Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
Disponível
em: (http://www.brasilescola.com/sociologia/bullying.htm)
quarta-feira, 20 de maio de 2015
Inclassificáveis
Arnaldo Antunes
que
preto, que branco, que índio o quê?
que branco, que índio, que preto o quê?
que índio, que preto, que branco o quê?
que branco, que índio, que preto o quê?
que índio, que preto, que branco o quê?
que
preto branco índio o quê?
branco índio preto o quê?
índio preto branco o quê?
branco índio preto o quê?
índio preto branco o quê?
aqui
somos mestiços mulatos
cafuzos pardos mamelucos sararás
crilouros guaranisseis e judárabes
cafuzos pardos mamelucos sararás
crilouros guaranisseis e judárabes
orientupis
orientupis
ameriquítalos luso nipo caboclos
orientupis orientupis
iberibárbaros indo ciganagôs
ameriquítalos luso nipo caboclos
orientupis orientupis
iberibárbaros indo ciganagôs
somos
o que somos
inclassificáveis
inclassificáveis
não
tem um, tem dois,
não tem dois, tem três,
não tem lei, tem leis,
não tem vez, tem vezes,
não tem deus, tem deuses,
não tem dois, tem três,
não tem lei, tem leis,
não tem vez, tem vezes,
não tem deus, tem deuses,
não
há sol a sós
aqui
somos mestiços mulatos
cafuzos pardos tapuias tupinamboclos
americarataís yorubárbaros.
cafuzos pardos tapuias tupinamboclos
americarataís yorubárbaros.
somos
o que somos
inclassificáveis
inclassificáveis
que
preto, que branco, que índio o quê?
que branco, que índio, que preto o quê?
que índio, que preto, que branco o quê?
que branco, que índio, que preto o quê?
que índio, que preto, que branco o quê?
não
tem um, tem dois,
não tem dois, tem três,
não tem lei, tem leis,
não tem vez, tem vezes,
não tem deus, tem deuses,
não tem cor, tem cores,
não tem dois, tem três,
não tem lei, tem leis,
não tem vez, tem vezes,
não tem deus, tem deuses,
não tem cor, tem cores,
não
há sol a sós
egipciganos
tupinamboclos
yorubárbaros carataís
caribocarijós orientapuias
mamemulatos tropicaburés
chibarrosados mesticigenados
oxigenados debaixo do sol
yorubárbaros carataís
caribocarijós orientapuias
mamemulatos tropicaburés
chibarrosados mesticigenados
oxigenados debaixo do sol
O vídeo acima foi uma produção dos alunos da Novaes Filho em busca da pluralidade das pessoas que compõem nossa escola.
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