Conteúdo:
1º ano
- Interpretação de texto.
- Semântica (sinônimos, antônimos, hipônimos, hiperônimos, homônimos e parônimos)
- Denotação e conotação
- Conceito de Literatura
- Funções da Literatura
2º ano
- Interpretação de texto
- Níveis de Linguagem
- Conceito de erro
- Classes de Palavras
- Substantivo
3º ano
- Interpretação de texto
- Vanguardas Europeias
- Modernismo Português
- Fernando Pessoa
- Pré-Modernismo
- Euclides da Cunha, Monteiro Lobato, Lima Barreto e Augusto dos Anjos
- Semana de Arte Moderna
- 1ª Fase do Modernismo Brasileiro
- Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Antônio de Alcântara Machado e Manuel Bandeira
- Frase, oração e período.
- Sujeito e Predicado
Obs.: as questões serão de múltipla escolha.
Este espaço é dedicado aos estudantes que me dão o prazer de estar comigo nesta grande aventura que é o estudo da língua materna.
"Que é que eu posso escrever? Como recomeçar a anotar frases? A palavra é o meu meio de comunicação. Eu só poderia amá-la. Eu jogo com elas como se lançam dados: acaso e fatalidade. A palavra é tão forte que atravessa a barreira do som. Cada palavra é uma ideia. Cada palavra materializa o espírito. Quanto mais palavras eu conheço, mais sou capaz de pensar o meu sentimento."
Clarice Lispector, Sobre a escrita...
domingo, 25 de maio de 2014
quinta-feira, 22 de maio de 2014
segunda-feira, 19 de maio de 2014
História de PassarinhoLygia Fagundes Telles
Um ano depois os
moradores do bairro ainda se lembravam do homem de cabelo ruivo que
enlouqueceu e sumiu de casa.
Ele era um santo,
disse a mulher abrindo os braços. E as pessoas em redor não
perguntaram nada e nem era preciso, perguntar o que se todos já
sabiam que era um bom homem que de repente abandonou casa, emprego no
cartório,o filho único, tudo. E se mandou Deus sabe para onde.
Só pode ter
enlouquecido, sussurrou a mulher, e as pessoas tinham que se
aproximar inclinando a cabeça para ouvir melhor. Mas de uma coisa
estou certa, tudo começou com aquele passarinho, começou com o
passarinho. Que o homem ruivo não sabia se era um canário ou um
pintassilgo. Ô,
Pai!caçoava o
filho, que raio de passarinho é esse que você foi arrumar?!
O homem ruivo
introduzia o dedo entre as grades da gaiola e ficava acariciando a
cabeça do passarinho que por essa época era um filhote todo
arrepiado, escassa a plumagem de um amarelo-pálido com algumas
peninhas de um cinza-claro.
Não sei, filho,
deve ter caído de algum ninho, peguei ele na rua, não sei que
passarinho é esse.
O menino mascava
chicle. Você não sabe nada mesmo, Pai, nem marca de carro, nem
marca de cigarro, nem marca de passarinho, você não sabe nada.
Em verdade, o homem
ruivo sabia bem poucas coisas. Mas de uma coisa ele estava certo, é
que naquele instante gostaria de estar em qualquer parte do mundo,
mas em qualquer parte mesmo, menos ali. Mais tarde, quando o
passarinho cresceu, o homem ruivo ficou sabendo também o quanto
ambos se pareciam, o passarinho e ele.
Ai!, o canto desse
passarinho, queixava-se a mulher. Você quer mesmo me atormentar,
Velho. O menino esticava os beiços, tentando fazer rodinhas com a
fumaça do cigarro que subia para o teto, Bicho mais chato, Pai,
solta ele.
Antes de sair para o
trabalho, o homem ruivo costumava ficar algum tempo olhando o
passarinho que desatava a cantar, as asas trêmulas ligeiramente
abertas, ora pousando num pé ora noutro e cantando como se não
pudesse parar nunca mais. O homem então enfiava a ponta do dedo
entre as grades, era a despedida e o passarinho, emudecido, vinha
meio encolhido oferecer-lhe a cabeça para a carícia. Enquanto o
homem se afastava, o passarinho se atirava meio às cegas contra as
grades, fugir, fugir. Algumas vezes, o homem assistiu a essas
tentativas que deixavam o passarinho tão cansado, o peito
palpitante, o bico ferido. Eu sei, você quer ir embora, você quer
ir embora mas não pode ir, lá fora é diferente e agora é tarde
demais.
A mulher punha-se
então a falar, e falava uns cinquenta minutos sobre as coisas todas
que quisera ter e que o homem ruivo não lhe dera, não esquecer
aquela viagem para Pocinhos do Rio Verde e o trem prateado descendo
pela noite até o mar. Esse mar que, se não fosse o pai (que Deus o
tenha!), ela jamais teria conhecido, porque em negra hora se casara
com um homem que não prestava para nada, Não sei mesmo onde estava
com a cabeça quando me casei com você, Velho.
Ele continuava com o
livro aberto no peito, gostava muito de ler. Quando a mulher baixava
o tom de voz, ainda furiosa (mas sem saber mais a razão de tanta
fúria), o homem ruivo fechava o livro e ia conversar com o
passarinho que se punha tão manso que se abrisse a portinhola
poderia colhê-lo na palma da mão. Decorridos os cinquenta minutos
das queixas, e como ele não respondia mesmo, ela se calava, exausta.
Puxava-o pela manga, afetuosa, Vai, Velho, o café está esfriando,
nunca pensei que nesta idade avançada eu fosse trabalhar tanto
assim. O homem ia tomar o café. Numa dessas vezes, esqueceu de
fechar a portinhola e quando voltou com o pano preto para cobrir a
gaiola (era noite) a gaiola estava vazia. Ele então sentou-se no
degrau de pedra da escada e ali ficou pela madrugada, fixo na
escuridão. Quando amanheceu, o gato da vizinha desceu o muro,
aproximou-se da escada onde estava o homem ruivo e ficou ali
estirado, a se espreguiçar sonolento de tão feliz. Por entre o pelo
negro do gato desprendeu-se uma pequenina pena amarelo-acinzentada
que o vento delicadamente fez voar. O homem inclinou-se para colher a
pena entre o polegar e o indicador. Mas não disse nada, nem mesmo
quando o menino, que presenciara a cena, desatou a rir, Passarinho
burro! Fugiu e acabou aí, na boca do gato!

Calmamente, sem a menor pressa, o homem ruivo guardou a pena no bolso do casaco e levantou-se com uma expressão tão estranha que o menino parou de rir para ficar olhando. Repetiria depois à Mãe, Mas ele até que parecia contente, Mãe, juro que o Pai parecia contente, juro! A mulher então interrompeu o filho num sussurro, Ele ficou louco.
Quando formou-se a
roda de vizinhos , o menino voltou a contar isso tudo, mas não achou
importante contar aquela coisa que descobriu de repente:o Pai era um
homem alto, nunca tinha reparado antes como ele era alto. Não contou
também que estranhou o andar do Pai, firme e reto, mas por que ele
andava agora desse jeito? E repetiu o que todos já sabiam, que
quando o Pai saiu, deixou o portão aberto e não olhou para trás.
3º ano atividade de 21-05-2014
Textos para análise comparativa
Se chovesse você
Adonay Pereira/Eliana Printes/Eliakin Rufino
Se você fosse lua
Dormiria contigo na praia
Entraria contigo no mar
Choraria o teu minguante
Seguiria o teu crescente
Habitaria teu luar
Dormiria contigo na praia
Entraria contigo no mar
Choraria o teu minguante
Seguiria o teu crescente
Habitaria teu luar
Se você fosse sol
Eu seria girassol
Tua luz seria meu farol
Amaria teu calor
O teu fogo abrasador
Queimaria por amor
Eu seria girassol
Tua luz seria meu farol
Amaria teu calor
O teu fogo abrasador
Queimaria por amor
Se você fosse vento
Queria você todo momento
Pra enrolar meu cabelo
Levantar a minha blusa
Arrancar-me um suspiro
Ser o ar que eu respiro
Queria você todo momento
Pra enrolar meu cabelo
Levantar a minha blusa
Arrancar-me um suspiro
Ser o ar que eu respiro
Se você fosse chuva
Eu me deixava molhar de prazer
Dançava na rua pra ter
Minha roupa bem molhada
Minha alma encharcada
Se chovesse você
Eu me deixava molhar de prazer
Dançava na rua pra ter
Minha roupa bem molhada
Minha alma encharcada
Se chovesse você
domingo, 18 de maio de 2014
3º ano Modernismo Português
Momento Literário
Fernando Pessoa
Textos de Fernando Pessoa
Poema em Linha Reta
Fernando Pessoa
Textos de Fernando Pessoa
| Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, Indesculpavelmente sujo. Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas, Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante, Que tenho sofrido enxovalhos e calado, Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda; Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel, Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes, Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar, Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado Para fora da possibilidade do soco; Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas, Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo. Toda a gente que eu conheço e que fala comigo Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida... Quem me dera ouvir de alguém a voz humana Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia; Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia! Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam. Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil? Ó principes, meus irmãos, Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo? Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra? Poderão as mulheres não os terem amado, Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca! E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído, Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear? Eu, que venho sido vil, literalmente vil, Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Álvaro de Campos
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1º ano Conceito de Arte e Literatura
Material das aulas
Conceito de arte
Vídeos
Teatro: Ópera de Malandro.
Dança:
Vogue, Madonna
Sapateado
Cinema
Dê uma mão para o planeta
Filme sobre intolerância:
Conceito de Literatura
Gêneros literários
Gêneros literários 2
Gênero Lírico
Conceito e classificação
Verso e Rima
Gênero Épico
Conceito e origens
Narrativo: conceito, elementos e classificações
Gênero Dramático
Conceito e origens
Estrutura
Conceito de arte
Vídeos
Teatro: Ópera de Malandro.
Dança:
Vogue, Madonna
Sapateado
Cinema
Dê uma mão para o planeta
Filme sobre intolerância:
Conceito de Literatura
Gêneros literários
Gêneros literários 2
Gênero Lírico
Conceito e classificação
Verso e Rima
Gênero Épico
Conceito e origens
Narrativo: conceito, elementos e classificações
Gênero Dramático
Conceito e origens
Estrutura
domingo, 11 de maio de 2014
Para o 2º ano
Substantivos:
http://www.portugues.com.br/gramatica/substantivos.html
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf12.php
http://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/substantivo-1-conceito-e-classificacao.htm
http://www.brasilescola.com/gramatica/substantivo.htm
Lista de substantivos coletivos
Para o 1º ano
Para 1º ano:
Parônimos:
Outros links:
Trabalho:
Pesquisar significados e dar exemplos em frases de cada caso abaixo:
a) e / é
b) mas / mais / más
c) a gente / agente
d) mau / mal
e) esta / está
f) há / a
Entrega dia: 16/05/2014
Sejam bem vindos meus pupilos!!!
"Que é que eu posso escrever? Como recomeçar a anotar frases? A palavra é o meu meio de comunicação. Eu só poderia amá-la. Eu jogo com elas como se lançam dados: acaso e fatalidade. A palavra é tão forte que atravessa a barreira do som. Cada palavra é uma ideia. Cada palavra materializa o espírito. Quanto mais palavras eu conheço, mais sou capaz de pensar o meu sentimento."
Clarice Lispector, Dobre a escrita...
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